Vespasiano (MG) — O Kartódromo RBC Racing foi palco de um verdadeiro teste de fogo e resistência. Em uma maratona automobilística implacável de 12 horas de duração, que reuniu um grid massivo de 93 equipes, a esquadra da PDKART provou que o kartismo do Rio de Janeiro tem garra e talento para brigar entre os gigantes do endurance nacional.

Com uma estrutura de peso composta por 15 pilotos divididos em 3 karts, a equipe fluminense chegou a Minas Gerais com uma missão clara, mas o roteiro da prova exigiu muito mais do que velocidade: exigiu controle emocional e estratégia impecável.

O Desafio inicial e o Caos na Pista

A largada não foi das mais fáceis. Partindo fora do cobiçado “Top 20”, a equipe melhor qualificada largou da posição 56 e sabia que precisaria remar muito para escalar o pelotão. O cenário da corrida de longa duração logo mostrou sua face mais cruel. A prova foi marcada por uma série de intempéries, desde quebras de equipamento, até incidentes de pista que culminaram em uma bandeira vermelha. A corrida chegou a ficar paralisada por quase uma hora devido a um forte acidente, esfriando os pneus, mas não os ânimos.

Estratégia e Faca nos Dentes

Foi exatamente no caos que a PDKART encontrou o seu ritmo. O time de engenharia e chefia de equipe precisou ser cirúrgico no timing. Foram realizadas 12 paradas de box fundamentais para a troca de pilotos e reabastecimento em cada equipe. Cada segundo economizado no pit lane era convertido em posições na pista.

Com a faca nos dentes, os 15 pilotos entregaram um rendimento formidável. Quem acompanhou a prova viu a equipe protagonizar dezenas de ultrapassagens arrojadas e disputas de tirar o fôlego. A constância no tempo de volta de todos os representantes foi o grande diferencial para manter o ritmo forte de recuperação ao longo de toda a corrida.

A Bandeirada e o Saldo Positivo

Após 12 horas de pura adrenalina, desgaste físico e superação, a bandeirada final coroou o esforço colossal do time: a PDKART cruzou a linha de chegada em uma suada e honrosa 25ª posição no geral.

Superar diversos adversários em meio a 93 equipes inscritas, saindo das posições traseiras e sobrevivendo a quebras e paralisações, transforma esse resultado em uma verdadeira vitória moral. A equipe retorna ao Rio de Janeiro com a bagagem cheia de experiência, quilometragem e a certeza de que a estrutura montada tem potencial para alçar voos ainda maiores nas próximas competições de endurance.